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Nem tudo em você precisa ser consertado


Existe uma pressão silenciosa que atravessa quase todo mundo que chega na terapia: a ideia de que algo está errado e que há peças fora do lugar. De que sentir demais, travar, repetir padrões… é sinal de falha. E, com isso, nasce uma urgência quase desesperada: “eu preciso melhorar”, “eu preciso mudar” ou “eu preciso deixar de ser assim”.

Mas e se eu te dissesse que, às vezes, o problema não é quem você é… é o quanto você foi levado a acreditar que não poderia ser?

Tem dores que não pedem correção. Pedem escuta.

Tem comportamentos que não são defeitos. São estratégias que um dia fizeram sentido.

Tem partes suas que não são exageradas. Só nunca foram acolhidas.

A terapia não é um lugar onde você vai ser moldado em uma versão mais aceitável de si mesmo. Ela é, muitas vezes, o primeiro espaço onde você pode existir sem precisar caber. Sem precisar performar força. Sem precisar parecer resolvido. Sem precisar ser “menos”.

Porque tem algo que quase ninguém te conta: Nem tudo o que dói em você precisa ser transformado. Algumas coisas só precisam, pela primeira vez, ser vistas… sem julgamento. E quando isso acontece, você que começa, aos poucos, a se reconhecer.

 
 
 

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